<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36210966</id><updated>2011-04-21T17:58:53.044-07:00</updated><title type='text'>mundo ZIKKA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mundozikka.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundozikka.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Daniel Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18375172387341083821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36210966.post-116842655048187094</id><published>2007-01-10T02:51:00.000-08:00</published><updated>2007-01-10T02:55:50.490-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ok, ok, estou escrevendo com pelo menos uma semana de atraso mas, acreditem, a vida em um kibbutz pode ser emocionante o suficiente para nos deixar sem tempo até para postar meia-duzia de baboseiras num blog tosco. E não, não estou caindo em contradição com o que disse anteriormente: a rotina por aqui é, sim, tediosa o bastante para fazer uma pessoa sadia se comportar como Jack Nicholson em O Iluminado. A questão é que eu tenho a capacidade de arranjar com o que me ocupar, e me preocupar, mesmo no meio do deserto. Tá, sei que pareço um débil mental, divagando e não dizendo nada, mas o fato é que não posso explicar as razões pelas quais atrasei a atualização deste blog. Fosse no velho Zikka, talvez, mas hoje já não tenho saco para colocar em publico certos detalhes da minha vida. Por isso, ofereço a vocês a possibilidade de ficarem insones por noites e noites tentando imaginar o que houve comigo aqui. Teria sido eu estuprado por um camelo? Abraçado um cacto em um acesso de carência? Ou teria me convertido ao judaísmo e passado as últimas duas semanas me recuperando das dores da circuncisão? Enquanto vocês perdem um precioso tempo fritando a cachola, vamos ao que interessa de fato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Comemorando (?) Natal e Ano Novo na terra do não-Natal&lt;br /&gt;e do não-Ano Novo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;“Saunal” no Mar Morto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, já há bastante tempo, o Natal tem tanto significado pra mim quanto ir à padaria e pedir 200 gramas de presunto, vocês podem imaginar o quanto lembrei desta data estando em Israel. Enquanto a maioria dos voluntários foi para as entupidas Belém e Jerusalém, fui com a Alexi (já expliquei quem é ela) para o Mar Morto. O ponto mais baixo da face da Terra, com até 400 metros abaixo do nível do mar, é mais interessante do que eu esperava. Ao invés de um mar feioso, ultra-salgado e apinhado de judeus branquelos e obesos, o que encontrei foi uma paisagem interessante. Água extremamente azul, ao fundo belas montanhas que já ficam na Jordânia, e um hotel da rede Sheraton que não tem absolutamente nenhum controle sobre quem entra e quem sai. E, como culpar os americanos é um esporte mundial, denuncio que foi por idéia da americana que nós invadimos o Sheraton à beira do Mar Morto e usamos a sauna e os chuveiros mesmo sem sermos hóspedes. Ok, não tive infância, aventurazinha juvenil mas, para quem vive num kibbutz, passar por hóspedes endinheirados e asseados do Sheraton foi no mínimo divertido. E não dá para dizer que passamos despercebidos: com os tênis cobertos da famosa lama do Mar Morto, eu e Alexi deixamos um rastro na ultra-limpa sauna do hotel. Um rastro suficientemente incômodo para que uma hóspede entrasse na sauna, olhasse pro chão e reclamasse, em hebraico, que *** é essa sujeira no chão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor pedaço da molecagem natalina é que eu e a minha companheira já havíamos desistido da idéia mas, quando indagamos a um funcionário do hotel onde era a saída, ele nos entendeu errado e achou que queríamos ir à sauna. Educadamente, indicou onde ela ficava e nos deu toalhas. O que quer dizer: no Sheraton intrusos são bem-vindos e, se quiséssemos subir para um dos quartos, mijar na cama de alguém e sair de role, acredito que não encontraríamos problemas. Por isso, se você algum dia estiver em um Sheraton, lembre-se disso: a pessoa ao seu lado pode estar desfrutando, de graça, do mesmo luxo que você pagou bem caro, seu mané.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, toda generalização é burra, mesquinha, coisa de quem tem preguiça de usar os miolos, mas é difícil resistir a ela, então aqui vai: israelense é um povo que não sabe se divertir. Pelo menos aos olhos de um brasileiro. As festas aqui terminam às 2 da manha, as pessoas vão ao pub para tomar chá, ninguém fica bêbado e conseguir extrair mais de três palavras de uma mulher na balada é coisa para cara muito bom. Então vocês podem imaginar como são as festas de virada de ano aqui, levando em conta que o reveillon sequer é um feriado judaico. Afinal, como comemorar 2007 anos do nascimento de alguém que você ajudou a mandar pra cruz? Difícil e contraditório, não? Pois é, mas como bom otimista eu resolvi arriscar e fui para Beersheva em busca de agito, junto com a Alexi, o William, o Juan e o Sebastian (vide post abaixo, se você não sabe de quem estou falando). E achei, num pub irlandês chamado Belfast (???). Festa de virada de ano (que aqui eles chamam de “Silvester”) incrivelmente animada pros padrões israelenses, com direito a pancadaria a la brasileiros bêbados e tudo. Enfim, parece que a minha virada não foi a mesma de 90% do planeta, mas não foi ruim. Mas, claro, meu ano tinha de começar com alguma zica. Estávamos de volta à rodoviária às 4 e meia da manha, e o primeiro ônibus para o kibbutz era às 6 e meia, não às 5 como eu pensei. O que quer dizer: depois da festa, meu ano começou com congelantes duas horas de espera. Pode não ser um começo dos sonhos, mas pelo menos foi diferente do de vocês, imagino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36210966-116842655048187094?l=mundozikka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundozikka.blogspot.com/feeds/116842655048187094/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36210966&amp;postID=116842655048187094&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116842655048187094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116842655048187094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundozikka.blogspot.com/2007/01/ok-ok-estou-escrevendo-com-pelo-menos.html' title=''/><author><name>Daniel Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18375172387341083821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36210966.post-116722453389645337</id><published>2006-12-27T04:56:00.000-08:00</published><updated>2006-12-27T05:03:30.766-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;KIBBUTZ LIFE&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Big Brother Sde Boker&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Se colocar um bando de gostosas, marombados ignorantes e artistas de quadragésima categoria em uma casa de luxo já e o suficiente para, supostamente, mostrar um ser - humano como ele realmente e, então imaginem o seguinte: pegue um grupo de oito homens e uma mulher, de sete paises e 4 continentes diferentes, e os confine em um lugar no meio do deserto onde se trabalha feito um cão e a diversão oficial mais próxima é um pub onde é proibido fumar e jogar xadrez é um dos passatempos favoritos dos freqüentadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a minha surpresa, as diferenças culturais presentes no grupo de voluntários do Sde Boker são muito mais sutis do que eu imaginava, e até o momento não causaram nenhum problema de relacionamento. O que eu quero dizer é: o coreano nunca preparou um lindo cocker spaniel para o jantar, os americanos não são obesos deprimidos porque não há um MC Donald’s no kibbutz, o irlandês não bebe (sério!), o boliviano não masca folhas de coca todo dia, o venezuelano não acha que o concurso de Miss Mundo é mais emocionante que a Copa do Mundo e os equatorianos, bem, sei lá sobre eles, afinal qual e o estereotipo de um equatoriano??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem leu até aqui com um mínimo de atenção já deve estar achando que o texto esta contraditório. Afinal, eu comecei falando sobre as diferenças entre os voluntários e depois disse que elas não são um problema. Bom, então explica-se: o fato de um grupo ser formado por pessoas que nasceram e cresceram em diferentes partes do planeta não chega a ser um fator que influencia a convivência entre os integrantes (ok, agora fui contraditório, mas foda-se). Suas angustias, expectativas, sonhos e preocupações têm muito mais em comum do que eu imaginava. Em outras palavras: nunca o clichê “no final das contas, somos todos seres - humanos”, fez tanto sentido pra mim. Estou há mais de um mês neste kibbutz e, ao invés dos problemas de convivência que eu esperava ter de enfrentar, o que tenho feito é absorver a visão de mundo, manias e trejeitos de cada um dos voluntários. Em resumo, estou aprendendo a ser tolerante. E, se alguém ai acha que a tarefa é fácil, que dê uma olhada na lista abaixo. São as pessoas com que convivo todo o dia, faça sol ou faça sol (estou no deserto, a opção “chuva” raramente está acessível):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pyu: o destino não poderia ter me colocado com um colega de quarto mais adequado. Inteligente e amistoso, esse coreano conseguiu um proeza: dividir comigo um espaço de 5m por 2,5m sem fazer com que eu sinta que a minha privacidade foi invadida. Está apaixonado por uma garota aqui do kibbutz que tem namorado, o que quer dizer: em se tratando de uma israelense, conquistá-la será missão mais difícil que reunificar as Coréias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alejandro: Boliviano, e, possivelmente, o cristão mais judeu que existe. Evangélico fervoroso, conhece a historia dos judeus mais do que eles próprios e todo o tempo tem que agüentar comentários, piadinhas e perguntas sobre mulheres, drogas e gays maldosamente formulados pelos outros voluntários. Com 29 anos e feições que lembram 12, nunca levanta a voz nas discussões, mas começa a ficar vermelho dois minutos depois de alguém começar a argumentar contra os preceitos da Bíblia. E, por mais que tente mostrar seu amor cristão por todas as criaturas da Terra, não consegue esconder a vontade de ver os palestinos chutados para Júpiter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="mso-comment-reference: CK_1"&gt;Willian&lt;/a&gt; – Dá novo, pleno e exato significado ao termo “salame”. Esse venezuelano, que anda pelo kibbutz com um pochete tão grande que poderia carregar um gato morto, se perdeu voltando do posto de gasolina que fica a 2 metros do portão do kibbutz, é paranóico em relação à possibilidade de ser seqüestrado por um árabe, perguntou se Bob Dylan era alguém famoso e pede o telefone de toda e qualquer mulher que cruza à sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sebastian – Equatoriano de 20 anos, é o que podemos chamar de “um bom garoto”. É gente boa na medida do possível, não incomoda ninguém e vira e mexe tentar ser gentil. Seu único problema é que, para ele, tanto faz estar em Israel, no Equador ou na República Centro-Africana, porque sua ignorância a respeito do mundo chega ao ponto de perguntas como “quem são esses palestinos” e “eles falam português em Portugal?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juan – Outro equatoriano, não é de falar muito mas, quando fala, mostra que tem mais na cabeça do que seu colega compatriota. Bom para o Equador, um anula o outro e a nota do pais por aqui fica no 0,0, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shimeon – Americano, judeu, de Nova Iorque, está em Israel para integrar o exercito local no ano que vem. Não acredita em teorias de conspiração sobre o 11 de setembro, acredita que os EUA estão no Iraque para libertar o mundo de terroristas e uma de suas idéias é ir construindo e reconstruindo o muro que separa Israel dos palestinos até que estes sejam jogados no Mar Morto e no Mar Mediterrâneo. Mas, sim, acreditem, ele é gente boa. Viram como estou mesmo ficando tolerante? Consigo conviver até com alguém que acredita que matar afogado um povo inteiro é solução plausível para um problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas – Possivelmente o único irlandês que não bebe, sabe de cor a letra de toda e qualquer musica, do dance mais tosco ao rock mais fino. Relaciona todo e qualquer momento com uma canção, e alterna dias de uma simpatia britânica (?) com surtos de mau humor que me fazem pensar que o novo Columbine será aqui no sul de Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexi – Razões extra campo, dedutíveis por quem tiver o mínimo de imaginação, me impedem de fazer aqui uma analise imparcial da única mulher do grupo.&lt;br /&gt;&lt;a name="_msocom_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36210966-116722453389645337?l=mundozikka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundozikka.blogspot.com/feeds/116722453389645337/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36210966&amp;postID=116722453389645337&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116722453389645337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116722453389645337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundozikka.blogspot.com/2006/12/kibbutz-life-big-brother-sde-boker-se.html' title=''/><author><name>Daniel Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18375172387341083821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36210966.post-116646730331144863</id><published>2006-12-18T10:29:00.000-08:00</published><updated>2006-12-18T10:54:02.076-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Blasfemando na Terra Santa&lt;/em&gt;, e &lt;em&gt;como transformar uma viagem em um mero xaveco&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O que é pior do que ir pra uma das cidades mais violentas da  Cisjordânia? Ir e levar uma americana junto com você. E o que é pior do que ir pra uma das cidades mais violentas da Cisjordânia e levar uma americana com você? Ir e levar uma americana judia. E o que é pior do que ir pra uma das cidades mais violentas da Cisjordania e levar com você uma americana judia? Ir e levar uma americana judia cujo apelido aqui no kibbutz, carinhosamente formulado por mim, é “talking machine”. Sim, porque, justiça seja feita, apesar de ser uma garota inteligente, ela adora falar. Mas, quando você esta no meio dos palestinos, não é lá muito apropriado que eles saibam que você é americano e judeu. Mas, bom, como vocês devem ter notado, eu sobrevivi a mais uma incursão aos territórios ocupados. Resolvi aceitar que os palestinos são muito mais gente boa do que os israelenses e que me divirto mais quando vou para o outro lado do muro. Muro, aliás, que desta vez eu vi bem de perto: ao contrário da minha viagem da semana passada, desta vez eu tive de cruzar o muro para ir pra Belém. (Sim, fui para lá de novo). E, ao contrario da semana passada, deixei meu lado auto-suficiente de lado e fui com um grupo de voluntários aqui do kibbutz. Além da americana, tínhamos um holandês, um dos meus grandes amigos aqui, e o coreano, que, como vocês já sabem, é meu companheiro de quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajar em grupo é sempre diferente. Se na semana passada eu fiz uma viagem meditabunda e introspectiva, desta vez nem os mais santos dos lugares escapou às piadinhas toscas e desprovidas de qualquer noção dos voluntários. Se estávamos no Santo Sepulcro (um dos lugares onde supostamente Cristo foi enterrado), Jesus era o alvo das mais inimagináveis blasfêmias. Se estávamos no Muro das Lamentações, ok, era horas de fazer piadas sobre todo e qualquer judeu. Se estávamos em um restaurante palestino em Belém, era hora de dizer que Arafat foi um corrupto de merda. Resumindo, em duas semanas eu visitei os mesmos lugares, mas com espíritos completamente diferentes. E em verdade vos digo: não há melhor nem pior. Se, por um lado, acho que devemos procurar entender e respeita um lugar, mesmo que não sejamos religiosos, por outro como é bom não levar o mundo tão a serio e ver tudo com olhos desprovidos de qualquer noção de respeitabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, voltando ao inicio, a tal cidade supostamente mais perigosa da Cisjordania é Hebron. Pegamos um táxi em Belém e fomos ate lá mas,infelizmente, não pudemos visitar a tumba de  Abraão, porque hoje há uma mesquita lá e eles não queriam quatro turistas toscos torrando o saco de todo mundo. Nossa ida a Hebron, no final das contas, se resumiu a descer do táxi por 20 minutos, descobrir que não podíamos entrar na tumba, voltar pro táxi e voltar pra Belém. Mas acho que esse passeio ainda vai me servir praalguma coisa. Afinal, quantos caras podem dizer num xaveco-pseudocabeça que já esteve na cidade mais sangue-no-zoio dos territórios ocupados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil que me aguarde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não, a americana não falou nada estúpido o suficiente para que o Hamas quisesse cortar nossas cabeças e postar o vídeo no You Tube. E aguardem: em breve, as primeiras, impactantes, infames e enojantes FOTOS DA MINHA VIAGEM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36210966-116646730331144863?l=mundozikka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundozikka.blogspot.com/feeds/116646730331144863/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36210966&amp;postID=116646730331144863&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116646730331144863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116646730331144863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundozikka.blogspot.com/2006/12/blasfemando-na-terra-santa-e-como.html' title=''/><author><name>Daniel Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18375172387341083821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36210966.post-116603770389719136</id><published>2006-12-13T11:15:00.000-08:00</published><updated>2006-12-13T11:21:43.896-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>AVISO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queridos, por favor usem o sistema de comments no final dos posts para deixarem seus sempre edificantes palpites. Eu acabei com os comentarios de cima porque sempre davam pau e, infelizmente, de pau aqui ja esta cheio. E desculpem a falta de acentos, nao e em todo canto do mundo que se acha um computador configurado para o portugues. Obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36210966-116603770389719136?l=mundozikka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundozikka.blogspot.com/feeds/116603770389719136/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36210966&amp;postID=116603770389719136&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116603770389719136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116603770389719136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundozikka.blogspot.com/2006/12/aviso-queridos-por-favor-usem-o.html' title=''/><author><name>Daniel Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18375172387341083821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36210966.post-116594004655734001</id><published>2006-12-12T08:08:00.000-08:00</published><updated>2006-12-12T08:14:06.620-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Chá com Narguila na Capital Palestina&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de mais de três semanas de marasmo, letargia, mesmice e nhenhenhem no kibbutz, finalmente tive meus primeiros dias de folga. Dois, na quinta na sexta passadas. Consciente de que, na última vez em que estive em Jerusalém, gastei meu tempo em situações bizarras e não conheci a cidade, zarpei novamente para a capital israelense. Mas a melhor parte da viagem não aconteceu por lá, como vocês verão a seguir. Em capítulos, porque vocês são preguiçosos para ler textos de um corpo só.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ir direto ao que, pra mim, interessa mesmo, uma pincelada sobre o agradável lugar em que repousei em Jerusalém. Para quem não sabe (eu não sabia antes de vir pra cá), a chamada cidade velha de Jerusalém é constituída de quatro quarteirões: o cristão, o muçulmano, o judeu e o armênio. Eles são cercados por um muro, e a entrada de cada um deles se dá por portões diferentes. Bom, cheguei por lá umas nove horas da noite, decidido a ficar em um albergue dentro da cidade velha para não correr o risco de não visitar tudo o que eu deveria, como aconteceu na primeira vez em que estive por lá. Acontece que, à noite, a cidade velha não passa de um amontoado de vielas escuras e sinistramente desertas, o que me deu um certo cagaço e me levou a entrar em um dos primeiros albergues que encontrei. Ai claro que, de todas as dezenas de albergues disponíveis, escolhi possivelmente o mais decrépito. Só é necessário dizer que, em uma casa grande, com uns cinco dormitórios coletivos, eu era o único  hospede. Sim, o único. E eu entendi o porquê quando fui apresentado ao quarto em que deveria dormir minhas três noites seguintes. Imagino que os últimos hóspedes que o albergue recebera foram turistas que vieram a Jerusalém ver a crucificação de Jesus, porque parecia  que ninguém tinha passado uma noite lá havia mais de dois mil anos. O negócio foi respirar fundo, lembrar que tudo o que eu precisava era uma cama, no quanto eu tinha pago (o equivalente a 40 reais pelas três noites). Ah, e o nome do albergue era Al-Arab, os donos eram árabes e o cara que trabalhava lá tinha mãe brasileira. De São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei quinta-feira cedinho e decidi que Jerusalém poderia esperar, afinal eu tinha mais dois dias por la. Fui para a rodoviária da parte oriental da cidade e peguei uma van para Belém. A cidade onde Cristo nasceu, ao contrário do que vocês podem imaginar, não fica em território israelense, e sim no palestino. Indo para lá, eu matava duas vontades de uma vez: conhecer a cidade onde o cidadão que mais influenciou o mundo ocidental nasceu e ver de perto como vivem os palestinos. E não, não é perigoso, Belém e uma cidade turística e dificilmente acontece alguma encrenca por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho para Belém, o que Israel não gostaria que fosse uma atração turística, mas que muitas vezes acaba sendo: o muro que separa o pais dos palestinos. A construção é constrangedora pelo simples fato de significar segregação na cara dura, institucionalizada e feita de concreto. Afinal, nós, brasileiros, quase nunca damos o braço a torcer quando o assunto é segregação, de qualquer tipo. Então, ficamos boquiabertos quando vemos alguém, como Israel, dizer na cara dura: sim, daqui eles só passam se  a gente quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade onde os três reis magos resolveram seguir um balão e por acaso toparam com uma tal de Maria dando à luz não tem muito a oferecer. Quer dizer, tem só um dos lugares mais sagrados da cristandade, a Igreja da Natividade, construída exatamente no lugar onde supostamente nasceu Jesus. Por “só” quero dizer que, depois de visitar, e apreciar, a Igreja, me dei conta de que eram 11 horas da manhã, eu estava na Cisjordânia e não tinha mais nada pra fazer (A cidade tem outras atrações, mas ficam afastadas do centro e, sozinho, não dá pra pegar um táxi de árabe. Eu teria de vender meu carro mais uma vez só pra pagar a viagem). Por isso, tomei uma decisão arriscada: estender minha visita aos territórios ocupados a mais uma cidade. Não sei bem porque imaginei que Hebron seria um lugar interessante e comecei a me informar como fazer pra ir lá. Acabei pegando uma espécie de táxi-lotação até um ponto nos arredores de Belém, de onde partiam vans para outras cidades da Cisjordânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá estava eu: perdido no meio de um monte de palestinos em uma das zonas de conflito mais famosas do mundo, procurando informações sobre como ir a Hebron. Resolvi entrar em um posto de gasolina e perguntar. Dois palestinos tomando café, um mais velho, de uns 50 anos, e outra mais novo, de uns 30, me olharam de cima a baixo e sentenciaram: eu era um louco de ir pra Hebron, eu tinha cara de israelense e iriam me matar por lá. Meu pânico inicial foi logo substituído por alívio quando o palestino mais velho disse que, se eu desse 100 xequeles (50 reais) pro filho dele, poderia ir tranqüilo a Hebron, porque ele seria meu guarda-costas. Resumindo: eles queriam era tirar proveito do meu cagaço pra ganhar dinheiro. Consciente disso, abri o jogo e, em tom amistoso, disse que não tinha essa grana que eles achavam que eu tinha. A partir dai tudo mudou, passei a ser tratado como grande amigo pelos palestinos, e uma interessante conversa começou. Outro homem mais velho chegou pra participar da troca de idéias com o brasileiro perdido e, apesar de amigos, os três palestinos eram os mais diferentes que eu poderia ter conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deles, o primeiro mais velho, tem uma rara permissão pra entrar e sair de Israel quando quiser, tem amigos judeus e diz que não tem problemas com o estado israelense, “Afinal, moramos todo mundo na mesma terra”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro palestino, de uns 30 anos, me contou que metade da família dele é muçulmana e a outra metade e cristã. Isso serve pra ilustrar o quão babaca é a idéia de o que acontece aqui é um problema religioso. Os palestinos não tem problemas com israelenses porque os israelenses são judeus, e sim pelo simples motivo de que os judeus chutaram eles de casa e confinaram todos numa espécie de pais-prisão. E também não venham me dizer que muçulmanos nunca tiveram problemas com cristãos: quem eram os “infiéis” de quem a terra santa deveria ser libertada durante as cruzadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Último participante do bate-papo à beira de estrada, o palestino que chegou por último  foi, digamos, o mais radical em relação ao problema com Israel. Prognosticou que, em 20 anos, não haverá mais esse pais. Mas não pensem que, por isso, ele se encaixa no estereotipo palestino-radical-assassino. Conversamos sobre o tema com a maior calma possível  e não vi um cinturão de explosivos atado a cintura dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final os três palestinos mudaram o discurso e disseram que sim, eu poderia ir pra Hebron, não era tão perigoso quanto eles haviam dito. Até acreditei, mas por via das duvidas mudei meu roteiro e decidi ir pra Ramalah. Uma das capitais dos palestinos (parte do governo deles fica lá, parte fica em Gaza), é o que podemos chamar de uma cidade “viva”. Uma porrada de gente na rua, cafés, lojas, restaurantes e luminosos por todos os lados. Como não tinha muito tempo pra ficar por lá, decidi que fumar um narguila tomando chá no meio da rua seria uma boa maneira de observar a vida daquela cidade. Pois bem, por 10 xequeles lá estava eu, tomando chá e fumando narguila em plena capital palestina. Desta rápida, porem intensa, experiência, posso lhes dizer o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem de longe alguma das pessoas que vi ali, andando à minha frente, me pareceram terroristas sanguinários cujo único objetivo é destruir Israel. O que quero dizer é: cuidado com estereotipos e prejulgamentos, eles podem ser bem mais injustos do que você imagina. Aquele povo que vi ali, homens e mulheres das mais diferentes idades, vestidos das mais diferentes maneiras, voltando do trabalho, indo pra escola ou, como eu, fumar um narguila no fim do dia, só me pareceu um povo que quer viver em paz.&lt;br /&gt; Para terminar meu “Palestine Day”, passei pelos infames check points israelenses antes de voltar pra Jerusalém. Eram eu e mais, 15, 20 palestinos passando por catracas e detectores de metal. Respondam rápido: quem foi o único a ser barrado e que teve de mostrar os documentos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36210966-116594004655734001?l=mundozikka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundozikka.blogspot.com/feeds/116594004655734001/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36210966&amp;postID=116594004655734001&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116594004655734001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116594004655734001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundozikka.blogspot.com/2006/12/ch-com-narguila-na-capital-palestina_12.html' title=''/><author><name>Daniel Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18375172387341083821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36210966.post-116533901316823047</id><published>2006-12-05T09:12:00.000-08:00</published><updated>2006-12-05T09:16:53.186-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Cuidado com o que você ouve. Por mais bem-intencionado que seja o emissor, às vezes algumas informações podem ser inexatas. Ou, como no meu caso, quase todas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que me disseram sobre Israel…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Só aviões da El-Al (companhia israelense) entram no pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade&lt;br /&gt;Vim de Alitalia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que me disseram sobre Israel…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Vão te deixar só de cuecas na chegada, se é que não vão revistar a cueca (não achariam grande coisa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade&lt;br /&gt;O máximo de constrangedor que a oficial de imigração fez foi perguntar se eu era judeu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que me disseram sobre Israel…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Não faz frio no sul de Israel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade&lt;br /&gt;Vi uma foto do meu kibbutz coberto de neve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que me disseram sobre Israel…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A água de torneira e imbebível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade&lt;br /&gt;Praticamente SÓ bebo água de torneira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que me disseram sobre Israel…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O kibbutz não coloca voluntários em trabalhos pesados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade&lt;br /&gt;O  post anterior responde tudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que me disseram sobre Israel…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os israelenses são meio grossos no começo, mas depois se revelam umas manteigas-derretidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade&lt;br /&gt;Ate agora só conheci a parte grossa (no bom sentido)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;O que me disseram sobre Israel…&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Israel e um pais perigosíssimo e você vai morrer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade&lt;br /&gt;O que de mais terrível aconteceu comigo até o momento foi torcer o joelho jogando bola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que me disseram sobre Israel…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Você vai comer a Noa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade&lt;br /&gt;Passei mais de uma semana dormindo na mesma cama que ela e o máximo de interação que tivemos foi fazer dois ou três comentários sobre a chuva que caia lá fora&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;O que me disseram sobre Israel…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Você tem cara de árabe e terá problemas por causa disso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade&lt;br /&gt;No mínimo três pessoas já disseram que tenho cara de judeu, nunca fui barrado em lugar nenhum e nem vi alguém sacando uma arma pra mim quando entrei no&lt;br /&gt;Mac Donald’s&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que me disseram sobre Israel…&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Eilat (cidade no litoral do mar vermelho) é o lugar mais legal de Israel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade&lt;br /&gt;Até agora só me recomendaram NÃO ir pra lá&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;O que me disseram sobre Israel…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;É praticamente impossível visitar os territórios palestinos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade&lt;br /&gt;Um ex-voluntário aqui do kibbutz conheceu quase a Cisjordânia toda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que me disseram sobre Israel…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Só vai ter mulher sueca, gostosa e fácil no kibbutz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade&lt;br /&gt;Não é essa, mas eu admito que quem me disse isso fui eu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queridos, vou pra Jerusalém amanhã e só volto sábado. Portanto, feriado para o mundo ZIKKA, que volta com novas e nada interessantes aventuras semana que vem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36210966-116533901316823047?l=mundozikka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundozikka.blogspot.com/feeds/116533901316823047/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36210966&amp;postID=116533901316823047&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116533901316823047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116533901316823047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundozikka.blogspot.com/2006/12/cuidado-com-o-que-voc-ouve.html' title=''/><author><name>Daniel Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18375172387341083821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36210966.post-116490953838999361</id><published>2006-11-30T09:17:00.000-08:00</published><updated>2006-12-02T07:17:53.773-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Antes de estripar, e deixar à mostra as entranhas da vida em um kibbutz na nova seção do mundo ZIKKA, um aviso aos que perdem tempo acessando isto aqui: sem essa de que eu só reclamo, isto aqui é justamente pra eu desabafar sobre o que eu não gosto e fazer piada com as merdas que, muito de vez em quando, acontecem comigo. Alias, não fosse por elas acho que só a minha mãe entraria aqui. Esclarecimento feito, vamos ao que interessa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;KIBBUTZ’S LIFE&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contradições, idiossincrasias* e detalhes pra lá de dispensáveis do dia-a-dia em um kibbutz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muita enrolação, vou finalmente contar o que, imagino, vocês realmente équerem saber: como e a rotina de alguém que larga a vida de jornalista consagrado em seu pais e vem trabalhar de graça em um buraco no meio do deserto? Bom, primeiro vamos esclarecer isso: “buraco” foi só pra deixar a frase mais engraçadinha, o Sde Boker até que é um kibbutz arrumadinho e razoavelmente confortável. Para situar meus queridos leitores (?), vamos a algumas informações básicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fica a + ou – 40 minutos de Beersheva, a cidade mais importante do sul de Israel (tem 30 mil habitantes, o que para um brasileiro é piada, mas fazer o quê)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cerca de 400 pessoas vivem aqui, entre membros, trabalhadores temporários, jovens israelenses que vêm passar um tempo depois do exército e escravos (leia-se voluntários)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As atividades econômicas do Sde Boker são engordar e vacinar frangos e produzir vinhos (não, não temos acesso, só descobri hoje onde fica a vinícola), até onde eu sei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- No momento estamos em oito voluntários aqui: eu, um boliviano, dois equatorianos, dois americanos, um holandês e um coreano, meu colega de quarto;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os voluntários ficam em casas separadas na parte sul do kibbutz. Por casa entendam um quarto para duas pessoas, um banheiro e uma mini-cozinha com frigobar, fogão, e um forno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os voluntários trabalham na cozinha, no jardim, em uma fabrica de sei-lá-o-que que eles tem aqui, na mecânica e na temida Chicken House, sobre a qual falarei a seguir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Trabalhando na CHICKEN “HELLSE”, ou como estar inteiro coberto de bosta de galinha às quatro da manhã&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, é óbvio que, de todos os trabalhos disponíveis no kibbutz, logo de cara me colocaram no mais infernal de todos. Ele consiste em acordar todo dia entre três e meia e quatro e meia da manhã (não, os horários não estão errados ou exagerados), ir para uma das seis fazendas ao redor do kibbutz e vacinar entre 7 mil e 15 mil galinhas até o meio-dia. Mas, vejam bem, a frase “e vacinar entre 7 mil e 15 mil galinhas até o meio-dia” contêm todo o tipo de provação que um ser humano pode suportar (agora sim exagerei um pouco). Assim que você entra em um dos galpões onde ficam as galinhas, seu primeiro trabalho é espantá-las para o fundo usando um pedaço de plástico. Quando elas estão tão juntas que mais parecem um mar de galináceos, são cercadas por grades de metal que, claro, eu tenho de ajudar a carregar e fixar uma na outra. Ai todo mundo fica ao redor de uma maquina de ganchos rotatória e o inferno começa: é preciso pegar as galinhas pelas patas e colocá-las, de ponta-cabeça, nos ganchos, para que elas recebem as vacinas. O problema e que ninguém contou pra elas que tudo aquilo é para o bem delas, e as galinhas, obviamente, esperneiam, arranham e bicam de todas as formas possíveis. Ser arranhado e bicado não e um grande problema, elas normalmente são fraquinhas, o que dói mesmo é a terceira grande arma das penosas: jatos e mais jatos de merda. Em 15 minutos já tenho bosta de galinha, que é quentinha pelo menos, até na sobrancelha. A parte boa de toda essa merda (literalmente) é que já sinto algo que, a principio, achei que só sentiria ao final da viagem: que, depois disso, são pouquíssimos os trabalhos no mundo que eu não sou capaz de fazer. E tem quem ache que entregar sanduichinho de bicicleta em Londres é grande coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, se alguns dos meus estimados amigos estiver lendo isso aqui agora, provavelmente neste momento está às gargalhadas e pensando que eu atravessei o mundo pra me fuder. Bom, sinto decepcioná-los, mas deixei a boa noticia pro final: a partir de hoje, quarta-feira, não trabalho mais na Chicken House. Acho que estava trabalhando com tanta má vontade e cara de bunda que resolveram me chutar. Agora, só acordar as oito, nove horas, e trabalhar no jardim, na cozinha. Ou seja, do inferno ao paraíso de um dia para o outro. E não, não deixei de comer galinhas por causa dos dias de terror na Chicken Hellse: agora as trituro e mastigo com muito mais prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*nunca soube bem o que essa palavra significa, mas sempre achei que ela cai bem em qualquer frase pseudo-inteligente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36210966-116490953838999361?l=mundozikka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundozikka.blogspot.com/feeds/116490953838999361/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36210966&amp;postID=116490953838999361&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116490953838999361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116490953838999361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundozikka.blogspot.com/2006/11/antes-de-estripar-e-deixar-mostra-as.html' title=''/><author><name>Daniel Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18375172387341083821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36210966.post-116411284873444795</id><published>2006-11-21T04:28:00.000-08:00</published><updated>2006-11-21T04:40:48.743-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Reunião gambazal dominical&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fechados em seu QG secreto próximo a Marginal Tiete, a CCARDD (Comissão Corintiana de Argumentos Ridículos e Dignos de Dó) tenta contornar mais um grande revés: o que dizer para os são-paulinos, agora que, além de únicos brasileiros tricampeões do mundo e da libertadores, são também tetracampeões brasileiros? O MUNDO ZIKKA teve acesso a gravações exclusivas, que mostram a desesperada discussão entre o líder da Comissão, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.genesoc.com/mhs1995/files/images/Strong-Chad_0.jpg"&gt;&lt;em&gt;Bruno Gianfaldoni&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, e alguns dos demais integrantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno: E agora, os caras acabaram levando o Brasileiro mesmo. Precisamos pensar em algo, agora não dá mais pra insistir que o &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.spfc.com.br/"&gt;&lt;em&gt;Campeonato Brasileiro&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; é mais importante que a Libertadores e o Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robertinho Pula-Cerca: Mas convenhamos que esse argumento já era uma merda, né? Você realmente acreditava nele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno: Ah, naquelas. Eu olhava o mapa e lembrava que as Américas e o Mundo representavam mais que só o Brasil. Mas o que eu podia fazer? Toda vez que discutia os caras humilhavam, lembrando que o time deles tinha 3 Libertadores e 3 Mundiais enquanto o meu, ate ontem, era um reles ganhador de paulistinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flavito Dá-pra-Trás: Podemos mandar essa ainda, que temos mais paulistas do que eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno: Ai não dá né, já seria um atestado de desespero…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo da Boca: Ate porque eles são 25 anos mais novos que a gente…Se pegarmos desde quando os DOIS TIMES existem, eles também têm mais paulistas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno: Porra Paulinho, não precisa ficar me lembrando dessa também&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robertinho Pula-Cerca: Acho que a melhor saída é continuarmos a dizer coisas desconexas e mal-explicadas, como daquela vez em que você discutiu com um amigo seu, quem era mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno: Daniel…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flavito Dá-pra-Trás: Lembra? Foi ridículo, você disse que o seu time era “time mesmo”, que não entendia porque o Rogério era um ídolo e mudava de assunto no meio da conversa pra tentar confundir ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno: OoÔoo Flavito, qual é? Você é um dos nossos ou não? Gosta de ver bambi se dando bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flavito Dá-pra-Trás: Não, não. Até porque acho que você mandou bem no final da discussão. Disse que o tal de Daniel não tinha como discutir, porque seus times eram incomparáveis…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno: É. E são incomparáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robertinho Pula-Cerca: É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo da Boca: É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flavito Dá-pra-Trás: É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36210966-116411284873444795?l=mundozikka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundozikka.blogspot.com/feeds/116411284873444795/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36210966&amp;postID=116411284873444795&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116411284873444795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116411284873444795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundozikka.blogspot.com/2006/11/reunio-gambazal-dominical-fechados-em.html' title=''/><author><name>Daniel Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18375172387341083821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36210966.post-116402470031852158</id><published>2006-11-20T04:01:00.000-08:00</published><updated>2006-11-20T04:11:40.330-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Homo-israelis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta sessão do blog é destinada a estudar o estilo de vida daqueles que habitam os lugares que visito. Com o distanciamento que apenas um estrangeiro pode ter, fico à vontade para analisar, ridicularizar e chegar às conclusões mais estapafúrdias, sem nexo e ofensivas possíveis. Neste primeiro post, a questão a ser discutida é a seguinte: seria o celular um símbolo fálico para os israelenses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os israelenses e os celulares&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Existisse celular na época de &lt;a href="http://www.cartunista.com.br/moises.gif"&gt;Moisés&lt;/a&gt;, com certeza ele teria optado por receber os dez (?) mandamentos via mensagem de texto. Aliás, teria sido melhor pra ele, já que, convenhamos, Deus já sacaneava os judeus desde o princípio: fazer o pobre coitado descer todo o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monte_Sinai"&gt;Monte Sinai &lt;/a&gt;carregando duas pedras foi sacanagem. Não foi à toa que, quando ele chegou lá embaixo, a galera já tinha desencanado e estava ovacionando um bezerro de ouro. Bom, mas qual é, afinal, a razão pela qual eu ouso ridicularizar o momento mais importante do judaismo? Antes que alguns neuróticos votem pelo anti-semitismo, eu explico: é impressionante, às vezes patética, a devoção dos israelenses pelos celulares. Neste país, não importa onde você esteja, tem-se a impressão de que aqui os corpos das pessoas tem um membro a mais. Seja na rua, no ônibus, no supermercado, na Jerusalém velha ou no meio do deserto, você verá alguém falando ao celular.  É uma parcela tão grande do dia que os israelenses gastam ao celular que comecei a refletir sobre as razões de tal distorção. Minha conclusão é a de que o povo daqui está tão preocupado com as ameças que vêm de fora, ou seja, tão focados no que é exterior e não no que é interior, que simplesmente não conseguem ficar sozinhos com eles mesmos. Aí o celular vira uma espécie de muleta. Está a mais de dez minutos sozinho? Ligue para um amigo qualquer e converse sobre qualquer assunto. Outra resposta para o fato de existirem mais celulares do que pessoas em Israel tambem tem a ver com a ameça externa: seria este um país tão preparado para a guerra que simplesmente toda a população faz parte do Mossad, o servico secreto local? Daí a necessidade da constante troca de informações?  Lógica, tem: terroristas e cia. teriam tanto trabalho em tentar descobrir quem não é  do serviço secreto que logo desistiram de seus funestos planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, mas como o que voces gostam é de patuscada mesmo, aqui vão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;As coisas mais imbecis que fiz em Israel até agora&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Disse pra uma judia que ela tinha cara de árabe;&lt;br /&gt;-         Comi, sem querer, o macarrão que a mãe da mesma israelense tinha feito só pra ela;&lt;br /&gt;-         Deixei meu celular cair em baixo do banco do ônibus em Tel Aviv, o que levou boa parte dos passageiros a levantar e me ajudar a tentar achá-lo;&lt;br /&gt;-         Passei a noite na casa de um cara que conheci na Parada Gay de Jerusalém (essa eu explico melhor em outro momento);&lt;br /&gt;-         Enfiei meu cartão de sacar dinheiro no caixa eletrônico errado e depois tive que provar pro gerente do banco que ele era meu mesmo.&lt;br /&gt;-         Comprei uma mala nova em um feirão em Tel Aviv e ela se desmanchou em exatos 5 minutos depois da primeira vez em que fui usá-la.&lt;br /&gt;-         Perdi a chave do meu quarto na minha primeira noite no novo kibbutz e tive que me matar para entrar pela janela, diante do olhar atônito dos outros voluntários&lt;br /&gt;-         Entrei no ônibus errado no meu primeiro dia de trabalho e acabei indo para a escola com as crianças do kibbutz.&lt;br /&gt;-         Quis mostrar a ginga brasileira pros gringos, acabei torcendo o joelho jogando bola e agora estou de molho no quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora,&lt;em&gt;&lt;strong&gt; as coisas mais inteligentes e dignas de nota que fiz em Israel até agora: &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36210966-116402470031852158?l=mundozikka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundozikka.blogspot.com/feeds/116402470031852158/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36210966&amp;postID=116402470031852158&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116402470031852158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116402470031852158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundozikka.blogspot.com/2006/11/o-homo-israelis-esta-sesso-do-blog.html' title=''/><author><name>Daniel Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18375172387341083821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36210966.post-116274306824968830</id><published>2006-11-05T07:43:00.000-08:00</published><updated>2006-11-08T03:23:57.866-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Porra, finalmente encontrei um computador configurado para o português. Não via a hora de vomitar na internet todas as minhas impressões, não-impressões e conclusões (provavelmente precipitadas) sobre a Terra Hebréia (supostamente). Não que vocês estejam muito interessados, sei lá, mas que é um alívio, é. Nada como o maravilhoso mundo cibernético para ouvir suas queixas, lamúrias, inseguranças e piadinhas toscas quando você está ridiculamente longe de casa. Bom, mas não esperei duas semanas para ficar no lenga-lenga, então aqui vão os principais capítulos da minha jornada mundo afora que, embora para mim não pareça, está só no começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Terminal à Italiana&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tinha ouvido falar, de fontes confiáveis, que a Itália é uma zona. Bom, se o aeroporto de Malpensa, em Milão, é um microcosmos do que representa a Velha Bota, então é bem pior do que apenas uma zona. Desembarquei por lá às 6 horas da manhã e tinha de esperar "apenas" 15 horas pelo meu vôo para Tel Aviv. Consciente da tortura que isso representaria, me dirigi a uma amável fiscal de imigração italiana de 1,50 m e perguntei se eu poderia deixar o aeroporto, passear na cidade e voltar só na hora do vôo. Ela respondeu perguntando se eu tinha visto para entrar na Itália. Como eu sempre soube que brasileiros não precisam de visto, disse que não, e ela, indignada, disse que então eu não poderia sair. Capisbaixo, fui procurar por alguma coisa para passar o meu tempo. Obviamente não achei merda nenhuma, porque estava na porra de um aeroporto e não em um parque de diversões ou uma casa de swing. Por isso resolvi bancar o daniel-sem-braço e perguntar de novo se eu podia sair. Me dirigi a um grupo de uns 5 policiais italianos que mais pareciam amigos conversando num boteco e fui ridicularizado quando comecei a falar em inglês. Como se um estrangeiro falando inglês num aeroporto fosse algo estranho. Bom, depois das chacotas eles disseram para eu falar com um colega deles que estava em um dos guichês da imigração. Aí a cena foi de envergonhar qualquer país que deseja ser chamado de "sério": o gambezinho italiano simplesmente nem olhou para a foto do meu passaporte, só perguntou, com cara de saco cheio, se eu queria sair do aeroporto e tascou o carimbo de visto no passaporte. Difícil entrar na Itália, hã? Acho que é por isso que a Al-Quaeda ainda não atacou por lá: é fácil demais. E ainda bem que o Spielberg não filmou "Terminal" em Malpensa: em 5 minutos Tom Hanks estaria fora do aeroporto e o filme, no máximo, iria estrelar no festival de curtas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Volun-otário&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se algum dia algum de vocês quiser ser um volun-otário como eu, não se deixe levar pela propaganda oficial dos kibbutzs. Esqueça suecas maravilhosas loucas para dar tresloucadamente para latinos ou rodízio de drogas 24 horas ao dia. A realidade, pelo menos do meuprimeiro kibbutz, é a de uma mistura de colegial comCarrossel (sim, a novela) e uma fábrica do séculoXVIII. Colegial porque a média de idade dos voluntários que la estavam devia estar bem próxima dos16 anos, Carrossel porque a grande maioria era de latinos faladores do espanhol e fábrica do séculoXVIII porque 8 horas diárias de trabalho pesado não é algo que imagina-se que um VOLUNTÁRIO deva fazer. Sim, agora voces entenderam tambem o por que do volun-otário. Certo, eu já sabia que ia trabalhar de graça (pior, paguei pra isso), mas, acreditem, é só quando você bota a mão na massa que percebe o ridículo da situação. De socialistas os kibbutz israelenses não têm nada:  exploração escancarada de mão-de-obra voluntária. No meu primeiro kibbutz, chamado Baram, de socialistas só os carros, que todos os membros (não voluntarios) podiam usar. Ou seja, devemos louvar a inteligência e a perspicácia empresarial do povo daqui: eles inventaram grandes comunidades que produzem todo o tipo de coisa tirando proveito de força de trabalho gratuita, liberam os carros pra todo mundo usar e pronto, estão praticando socialismo. Só não vou fazer piadas sobre a habilidade judáiaca em ganhar dinheiro para este blog não cair no clichê. Bom,  e como, acredito, grande parte de vcs já sabe(se é que tem alguém lendo esse blog), meu ex-kibbutz ficava na fronteira do Libano. Após assistir a um belo por-do-sol ao lado de um tanque de guerra israelense, e pegar típicos souvenirs locais (cápsulas de balas deflagradas), resolví me mandar do Baram. E não, o maior problema do kibbutz não era seguranca, e sim que eu consegui ir parar no único lugar longe neste pais. Para ir a Tel Aviv ou Jerusalem, precisava pegar uma carona, um ônibus e um trem. Isso quando tinha carona, ônibus e trem. Ou seja: estava destinado a passar meus três meses em Israel trancafiado no meio do nada. Mas quando se está longe de casa, e o tempo urge, você não pode demorar para tomar decisões, e decidi então pedir para mudar de kibbutz. O momento em que isso aconteceu foi notável. Após uma semana no Baram, eu estava convicto de que ali não era meu lugar e que o melhor a fazer era ir para outro kibbutz. O problema era que voluntários que ficam pouco tempo em um lugar e jápedem para sair são "mal vistos",  e por isso tive de estufar o peito e aguentar as consequëncias da minhadecisão. Bom, era um belo final de quarta-feira no norte de Israel quando todos os voluntários do Baram foramcomunicados de que haveria uma reunião com o lider dosvoluntários logo mais. Lá fui eu, com a minha decisãode mudar de kibbutz entalada na garganta, para a tal reunião. Todos reunidos, o lider, chamado Raviv, começa a falar. E não são coisas boas. Sisudo, ele diz que aquela turma de voluntários está causando muitos problemas, que todo mundo enche a cara e depois nãovai trabalhar e por ai vai. Por isso, ele iria relembrar a todos as principais normas do Baram. Primeira: voluntários devem ficar no mínimo dois mesespor lá, eles ODEIAM quem chega e já vai embora. Já dá pra perceber a enrascada em que eu tinha me metido, né? Em breve eu seria uma dessas pessoas que eles odeiam. Reunião terminada, segurei o que tinha pra dizer como quem segura um jorro de vômito e despejei em Raviv: quero mudar de kibbutz. Para  minhasurpresa, e alívio, ele não jogou bombas de fragmentação em mim e sim entendeu as minhas razões. Tudo resolvido, minha passagem de uma semana por aquele kibbutz chegava ao fim. Vazei dois dias depois. Ah, no que eu trabalhava? Empacotava maçãs e kiwis. Piada pronta? Meu odio pelas frutas apenas aumentou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tel-Aviv, vida boa e parada gay&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta a Tel Aviv, a casa da minha querida Noa. Querida porque, imagine: ela mora aqui com mais duas amigas. Mas dela, dela mesmo, só o quarto. Ou seja, ela está dividindo os poucos metros quadrados a que tem direito com um tosco como eu. E ainda se indigna quando me vê lavando louças. Como se fosse muita coisa para quem come, dorme e caga de graça na casa dela todo dia. Bem, voltemos a Tel-Aviv. A grosso modo, mas bem grosso mesmo, quase ignorante, é uma cidade com o ar praiano de uma grande metropole com praia, como o Rio de Janeiro, com a diversidade cultural de SãoPaulo e uma qualidade de mulheril como...nenhum outro lugar no mundo. Sim, amigos, acreditem, isso aqui éuma doidera. Coloque uma mulher nota 7,5 em um uniforme militar, dê a ela óculos escuros e um fuzil e veja se a nota não vai melhorar significativamente. Ok, nem todas, ou muito poucas, andam armadas, mas no meu imaginário imbecil eu me sinto em um quartel general só para modelos full time. Ora, acabei de chegar, me deixem com a minha imaginação infantiloide. Talvez até fevereiro eu ache todas as israelenses medonhas, mas por enquanto deixem eu me maravilhar com a idéia de que estou em um dos melhores países do mundo quando o assunto é mulher. Tudo isso, claro, não tem nadíssima a ver com esperarque eu as esteja "provando". É complicada a coisa, minha impressão é que,  para ter chance com alguma delas, você precisa ser forte, e rude, o suficiente para mostrar que, caso os países arabes resolvam se unir para acabar com isto aqui, elas terão em você um porto seguro. Fácil, né? No Brasil, e no resto do planeta, você precisa ser um porto seguro apenas no que se refere a dinheiro. Aqui, além disso, claro, voce precisa saber sacar um fuzil e pegar 15 arabes no krav-maga para conquistar seu grande amor. Algo me diz que até fevereiro eu vou continuar só na imaginação. Estou indo para Jerusalem neste final de semana. A cidade que enfrenta guerras ha cinco mil anos agora tem como grande problema lidar com as bibas locais. Imagino que vocês estejam acompanhando daí, o pau está quebrando aqui. A judeuzada ortodoxa não quer a parada gay em Jerusalem, e está protestando nas ruas a semana toda. A parada é na sexta, e eu vou estar lá pra conferir. Afinal, não é todo o dia que podemos assistir a uma batalha campal entre gays, religiosos fanáticos, policiais e, muito provavelmente, terroristas. É que parece que o Hamas está prometendo atentados no dia da parada. Bobagem a deles, deveriam é convidar os baitolos para integrar a causa palestina. Afinal, agora, além de judeus, cristãos e muçulmanos, temos mais um grupo brigando porJerusalem: as bibas israelenses. Depois de Jerusalem, se eu sobreviver, vou para meu novo kibbutz, um tal de Sde Boker. Este é no sul, no deserto de Neguev. Veremos o que me aguarda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36210966-116274306824968830?l=mundozikka.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mundozikka.blogspot.com/feeds/116274306824968830/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36210966&amp;postID=116274306824968830&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116274306824968830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36210966/posts/default/116274306824968830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mundozikka.blogspot.com/2006/11/porra-finalmente-encontrei-um.html' title=''/><author><name>Daniel Lisboa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18375172387341083821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
